domingo, 14 de abril de 2013

Jantar das Terças-Feiras

                                  JANTAR DAS TERÇAS-FEIRAS

     Há alguns meses que sigo o blog  Flotilha Velejadores do Sul, dos moderadores Mauro e Janice, do veleiro Matreiro, um garboso Scorpion 26.
     O blog é agradável e convidativo, pelas narrações e riqueza de fotos, em número e grau, como também programa um jantar às terças-feiras , semana sim, semana não, reunindo  amigos e contatos.
     Desde que soube desses jantares que tinha vontade de participar. Até me manifestava em comparecer. Entretanto, acontecia sempre algo que impedia ou dificultava minha presença.
     Por várias vezes, convidei os amigos de velejadas do Grupo de Escoteiros Almirante Tamandaré (eu era integrante do Grupo). O João, do veleiro Aragano;  o Daniel agora com um Delta 17, que ainda não sei o novo nome; o Ventura do Travesso. Porém, as coisas nunca deram certo.
     Desta vez, deixei que o dia de terça-feira amanhecesse e se confirmassem as previsões  meteorológicas. De fato, às 9 horas da manhã, vinha uma brisa agradável do SE, de 9 a 12 nós. Como tenho provisões a bordo, peguei apenas um cobertor, uma calça, uma camisa e roupas de baixo. Para o almoço, levei uns 800 gramas de camarão.
     No trapiche, decidi empreender viagem a Pelotas, tendo como porto de chegada o ICP.
     Às 9:25 horas desatraquei. Tudo favorável: vento, maré alta, enchendo.
     Depois de despontar o Clube Regatas, rumei ao farolete 20, com piloto automático, enquanto sorvia um saboroso chimarrão.
     Assim, transcorreu, até às 11 horas, aproximadamente. Resolvi, então, dar início ao almoço, começando a descascar o camarão.
     O almoço foi camarão à baiana, feito com molho pronto e temperos variados tidos a bordo.
     Em seguida, deixamos a bóia da bifurcação, a boreste, entrando na Barra de Pelotas.
Avistando a foz do Canal São Gonçalo
Canal São Gonçalo
     Às 14:50, atraquei no trapiche do ICP. Preparei um café e lá pelas 5 horas, fiz outro chimarrão, agora saboreado sob os ares pelotenses e o belíssimo visual do Arroio Pelotas e dependências do Iate Clube de Pelotas.
     
Merecido repouso, no remanso do trapiche do IAC,
Arroio Pelotas ao fundo
  Após o chimarrão, desci em direção ao salão de festas, onde avistei pessoas, que concluí, fizessem parte do jantar. De fato, tratava-se do Mauro e da Janice, no mirante do salão, sentados, curtindo um chimarrão. Conversamos e em seguida fomos para junto à churrasqueira.
     Aos poucos o pessoal foi chegando, tendo finalmente, uns 20 participantes. Conforme o pessoal chegava, o Mauro ia me apresentando.
     O churrasco era de um leitãozinho, que mais parecia um guaipeca. Saborosíssimo!
Vê se não parece um cusco?


Agora até parece maior

As costelinhas pareciam gravetos... deliciosos

Como entrada, o Mauro nos apresentou um guisado prensado e posto numa grelha própria para peixe (que se fecha e prensa o assado) temperado à moda dele (acho que tinha a mão da Janice, também). Muito gostoso também.
     O que devo dizer quanto ao aconchego e acolhida que tivemos, mesmo que esta narrativa não viesse a ser lida por nenhum dos amigos que estiveram e certamente estarão em outras reuniões, é que saimos de lá felizes, tendo tido o privilégio de conviver com amigos num clima da mais perfeita harmonia, inclusive com o Comodoro Eugênio Lamas.
Aqui, recém chegada do pessoal
A anfitreã Janice, só no tira-gosto!


    
     As fotos acima, referentes ao jantar, foram cedidas pelo Mauro, por email, ao qual agradeço, pois assim, enriqueceu nosso humilde blog.
     Aproveito para externar minhas desculpas por não ter me despedido dos companheiros, principalmente dos organizadores-anfitreões Mauro e Janice, pois o Sadi foi me mostrar o barco e nos detivemos em bate-papo até que percebemos que já tinha ido embora quase todo o pessoal.
     Podem ter certeza: assim que puder, mando email dizendo pra "aumentar a água do feijão". Nem precisa convite!
     Para finalizar este relato dessa velejada em solitário, no retorno, saí pela manhã, às 06:55 horas com vento Leste. No Canal São Gonçalo bordejei, umas 5 vezes, até chegar na foz. A partir daí, baixei a mestra e motorei ainda a Leste por uns 50 minutos, quando levantei a mestra, rizada, rumando agora a Sul, pegando o vento pela bochecha a bombordo.
     A correnteza era de vazante, o vento Leste,  favorável quando no rumo  Sul mas devido a intensidade e rajadas do vento, o que atribuo, seriam de 18 a 25 nós, tornaram as condições um tanto quanto severas, principalmente por terem se formado ondas de alturas relevantes.
     Apesar de uns poucos e pequenos incidentes, a viagem de retorno foi boa.