VENDAVAL EM RIO GRANDE, RS
Nesta quarta-feira, dia 19 o dia amanheceu com ventos do NW com velocidade entre 30 e 40km/h na área de Rio Grande e São José do Norte, tendo aumentado de velocidade às 13:00 hr. aproximadamente e se intensificando no transcorrer da tarde, com registros acima de 100 km/h com boatos de maiores velocidades.
À tarde, estive no Grupo de Escoteiros Almirante Abreu, ancoradouro do Macanudo.
A situação à primeira vista era de segurança das embarcações ali atracadas. Mas em seguida, ou seja: após uns 30 minutos essa tranquilidade acabou.
Começou com o Macanudo atracado de proa para W, estava de través para o vento e preso também na popa.
Era impossível subir nele do trapiche, pela popa, como sempre subo, para liberar a popa e ele procurar se aproar. Tivemos que cortar as espias da popa.
Em seguida, se arrebentou um estai (brandal) de estibordo, de barlavento (direção da qual vem o vem o vento) do veleiro Uruti, atracado a boreste do Macanudo e distante uns 3 metros. Com isso, o mastro do Uruti quebrou vindo a cair por cima do Macanudo, entre o brandal de cima e o brandal de baixo. Nesse instante, tivemos que entrar na água, eu e o Escoteiro Baiano. Com muito esforço conseguimos tirar o mastro quebrado de cima do Macanudo, desenfiando-o dos brandais.
A cruzeta do mastro do Macanudo entortou para baixo, soltando o brandal de estibordo. Antes que o mastro do Macanudo viesse a quebrar, conseguimos encaixar a ranhura da cruzeta no cabo e suspendê-la para esticar o cabo.
Completamente molhado, com roupa emprestada pelo João Simões, Cmte. do veleiro Aragano, fui para casa me recompor.
Às 18:00 hs, com vento de rajadas fortes ainda, agora, vindas do WWN, fui novamente ao Grupo de Escoteiros Alm.Abreu arrumar o barco para passar a noite. Para tal, tive que entrar novamente n'água para desenredar uma das espias de proa que havia se enroscado no pau em que se amarrava.
Diante do que foi, e se soube pelo noticiário, saimos ilesos desse vendaval, pequena excessaõ feita ao Uruti.
A seguir, sequência de fotos documentando o navio Log-in Santos, à deriva, praticamente em paralelo com a costa de São José do Norte.
Embora possa parecer que tenha encalhado, não existe afirmação nem divulgação da imprensa. Além disso, navego frequentemente nesse trecho e afirmo que o canal na cidade de São José do Norte é muito perto da costa, ainda pra mais, com o auxílio de dois rebocadores que talvez tenham salvado de encalhe.
Por acaso, nesta quinta-feira dia 13, em velejada com o Macanudo, em direção à localidade do Retiro, SJN, fotografei esse navio fundeado há umas 2 ou 3 milhas náuticas da cidade nortense.
Recebi em meu facebook 77 fotos das quais condensei as que publico.
Log-in Santos visto por trás e por cima da CEEE
Apesar de parecer encalhado, não está, devido a proximidade do canal à costa
Final do cais- ao fundo, dois rebocares
Aqui, ele estava nos fundos da CEEE
Foto tirada da doca (nova)
Foto tirada provavelmente quando passava no final do cais



































Nesse retorno, acompanhou-me a bordo, o João Simões, Cmte. do veleiro Aragano, um Delta 21.