domingo, 23 de setembro de 2012

VENDAVAL EM RIO GRANDE, RS

                             VENDAVAL EM RIO GRANDE, RS


     Nesta quarta-feira, dia 19 o dia amanheceu com ventos do NW com velocidade entre 30 e 40km/h na área de Rio Grande e São José do Norte, tendo aumentado de velocidade às 13:00 hr. aproximadamente e se intensificando no transcorrer da tarde, com registros acima de 100 km/h com boatos de maiores velocidades.
     À tarde, estive no Grupo de Escoteiros Almirante Abreu, ancoradouro do Macanudo.
     A situação à primeira vista era de segurança das embarcações ali atracadas. Mas em seguida, ou seja: após uns 30 minutos essa tranquilidade acabou.
     Começou com o Macanudo atracado de proa para W, estava de través para o vento e preso também na popa.
     Era impossível subir nele do trapiche, pela popa, como sempre subo, para liberar a popa e ele procurar se aproar. Tivemos que cortar as espias da popa.
     Em seguida, se arrebentou um estai (brandal) de estibordo, de barlavento (direção da qual vem o vem o vento)  do veleiro Uruti, atracado a boreste do Macanudo e distante uns 3 metros. Com isso, o mastro do Uruti quebrou vindo a cair por cima do Macanudo, entre o brandal de cima e o brandal de baixo. Nesse instante, tivemos que entrar na água, eu e o Escoteiro Baiano. Com muito esforço conseguimos tirar o mastro quebrado de cima do Macanudo, desenfiando-o dos brandais.
     A cruzeta do mastro do Macanudo entortou para baixo, soltando o brandal de estibordo. Antes que o mastro do Macanudo viesse a quebrar, conseguimos encaixar a ranhura da cruzeta no cabo e suspendê-la para esticar o cabo.
     Completamente molhado, com roupa emprestada pelo João Simões, Cmte. do veleiro Aragano, fui para casa me recompor.
      Às 18:00 hs, com vento de rajadas fortes ainda, agora, vindas do WWN, fui novamente ao Grupo de Escoteiros Alm.Abreu arrumar o barco para passar a noite. Para tal, tive que entrar novamente n'água para desenredar uma das espias de proa que havia se enroscado no pau em que se amarrava.
      Diante do que foi, e se soube pelo noticiário, saimos ilesos desse vendaval, pequena excessaõ feita ao Uruti.
     A seguir, sequência de fotos documentando o navio Log-in Santos, à deriva, praticamente em paralelo com a costa de São José do Norte.
     Embora possa parecer que tenha encalhado, não existe afirmação nem divulgação da imprensa. Além disso, navego frequentemente nesse trecho e afirmo que o canal na  cidade de São José do Norte é muito perto da costa, ainda pra mais, com o auxílio de dois rebocadores que talvez tenham salvado de encalhe.
     Por acaso, nesta quinta-feira dia 13, em velejada com o Macanudo, em direção à localidade do Retiro, SJN, fotografei esse navio fundeado há umas 2 ou 3 milhas náuticas da cidade nortense.
      Recebi em meu facebook 77 fotos das quais condensei as que publico.




Log-in Santos visto por trás e por cima da CEEE

















 Apesar de parecer encalhado, não está, devido a proximidade do canal à costa
Final do cais- ao fundo, dois rebocares


Aqui, ele estava nos fundos da CEEE


Foto tirada da doca (nova)


Foto tirada provavelmente quando passava no final do cais
Esta é a foto tirada na quinta-feira,13 a bordo do Macanudo

    


sábado, 22 de setembro de 2012

Veleiro Macanudo e a Chácara

 Veleiro Macanudo e a Chácara

     Em passeio à Ilha da Marambaia, visitei meu amigo Daniel, Comandante do veleiro Quindão ( Um Pinguim 12 de pés). Depois de me mostrar duas casas à venda, uma a uns 300 metros da Lagoa dos Patos e a outra à margem, fiquei muito entusiasmado. Não tive muito interesse na casa mais distante, pois meu interesse era de chegar pela Lagoa dos Patos e a casa o mais perto possível.
      A casa mais próxima, na verdade, não estava à venda.
     Saí em pesquisa e descobri este terreno que comprei. Trata-se de uma faixa de terra de 14 metros de largura, por 300 metros de comprimento, indo desde a orla da Lagoa dos Patos, até à margem da estrada que circunda a Ilha dos Marinheiros, na localidade da Ilha da Marambaia.
       Esse terreno estava bastante abandonado de tal maneira que a vegetação tomou conta, formando uma mata fechada. De início o trabalho foi abrir caminho em toda a extensão, para se poder chegar à praia.
      Pretendo brevemente edificar casa, provavelmente pré-fabricada, próximo à praia, talvez há uns 30 metros dela.
     Foram encontrados araçazeiros, ananaseiros, goiabeiras, amoreiras, limoeiros, laranjeiras pitangueiras, butiazeiros, framboezeiras,  isso até onde me lembro.
        Pássaros, já deparei com uns  22 espécimes. Chama maior atenção, casal de tico-ticos; visitam-me bandos de caturritas;  pombas carijós cantando a todo momento; sabiás do papo amarelo e cuco e, evidentemente, não poderiam faltar  os pardais.
       De ervas consideradas medicinais, destaca-se pela quantidade a baleeira, eficiente antinflamatório intestinal e a seguir, a carqueja.
Macanudo atracado no trapiche há 50 m da chácara
.
    .













 

Ananás

                                Lauta refeição a bordo do Macanudo atracado no trapiche próximo a chácara

Picada feita entre o taquaral

Chácara vista da Lagoa dos Patos

Lagoa dos Patos vista da chácara



Anchovas para o almoço

Repouso para degustar as anchovas

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Viagem à Ilha Grande, São Gonçalo

                        Viagem à Ilha Grande, no canal São Gonçalo

     Dia 22 de agosto de 2012, às 09:15 horas saimos do Grupo de Escoteiros Alm.Abreu, tendo como subcomandante o Daniel, velejador e comandante do Quindão, um Pinguim de 12 pés. Vento do NE, nos obrigando a uma cambada no Regatas, outra em São José do Norte e outra na localidade do Retiro, rumando a Norte até a boia de bifurcação da Barra do São Gonçalo. Às 14:00 demos início ao almoço, uma massa tipo caseira com camarão (descascado durante a viagem pelo Daniel). Almoçamos velejando, com vento moderado de amura de boreste. 

     Às 17:17 horas, sem incidentes, atracamos no Veleiros Saldanha da Gama, tendo percorrido 28,4 mn, com média de velocidade de 4 nós e pico de 6,1 nós.





Aurora no São Gonçalo- eu e o Daniel
     Dia 23, às 07:00 hs, demos início à segunda perna da viagem.Saimos com vento NE, com uns 15 nós de velocidade, na maior parte do tempo, de popa. 
     Às 08:35 hs chegamos à Eclusa e atracamos à espera da abertura às 09:00hs.

Atracado na Eclusa
     Após a passagem pela eclusa, seguimos viagem sem nenhum incidente, agora com ventos um pouco mais fortes, chegando a 20 kn o que nos obrigou a rizar a vela no primeiro rizo.
     Chegamos à Ilha Grande, na parte Leste e atracamos na barranca às 17:40 hs. com o objetivo de esperar pela chegada dos nossos amigos da barcaça Sea Gull que sairam de Rio Grande às 09:00 horas e seguir até o abrigo por eles escolhido.
     Não almoçamos. Fizemos lanche enquanto navegávamos. Ao chegar, fiz um chimarrão e enquanto tomava, ligava pra minha esposa.


Barranca a Norte do São Gonçalo
     Por volta das 22 horas, chegou ao nosso encontro a Sea Gull. Seguimos viagem, acompanhando-a, por uma hora, aproximadamente, até chegar a um canal de irrigação que usamos como abrigo e atracadouro para o acampamento do pessoal.




Canal de irrigação, usado como ancoradouro

     Nesse dia navegamos durante 9 horas, nas duas etapas, percorrendo 28,3 milhas náuticas, com média de 3,5 kn e pico máximo de 6,5 kn.

                                            Acampamento
Preparando um churrasco de porco 
Isto pra mim é novidade
     Na sexta-feira, 24, não navegamos, ficando no acampamento junto aos outros oito amigos da Sea Gull.
     À noite, em torno das 21:00 hs. apareceu uma tempestade de vento, a velocidade aproximada de 80km/h, do quadrante SW.
     Sàbado, 25, acordamos às 06 hs, com ventos do SW, de 30 a 40 nós. O Canal S.Gonçalo apresentava cristas de 50 cm e correnteza de vazante intensa (acredito que 2 a 3 kn). Analisamos a situação até às 08:50hs. quando resolvemos sair com rizo na segunda forra.
     Ao deixarmos a margem do canal de irrigação em direção ao Canal S.Gonçalo, motoramos para facilitar a manobra, pois estávamos a sotavento. Nisto, uma moita de água-pés se alojou no hélice, cortando o motor. Conseguimos atracar na margem a barlavento para retirar o água-pé e então, rumamos para o Canal.
      Navegamos 4:40 hs, até à Eclusa, mantendo uma média de 6,1 kn, mesmo com o vento amainando bastante, agora a uns 25 kn.
     Atracamos e esperamos a abertura às 14:00 hs. Partimos até o Arroio Pelotas, onde nos abrigamos e pernoitamos.
     Percorremos 31 mn em 8 horas, com velocidade média de 5,8kn e pico de 8,1kn.
     Domingo,26 saimos às 07:00 hs com vento moderado de uns 15 nós ainda do SW mas mesmo assim, mantivemos o rizo na primeira forra.
     Às 09:00hs, aproximadamente começou a chover não parando mais até o final da viagem, ou seja em torno de 6 horas consecutivas de chuva intensa.
     Por volta do meio-dia, não fizemos almoço. Comemos fiambre enlatado com canudinho de aniversário.
     Nesse percurso tivemos que cambar por duas vezes. Na última, com ajuda do motor pois estávamos praticamente a contravento e a correnteza era de enchente e bastante intensa.
     Chegamos às 15:40hs no Grupo, nosso porto, após 8 horas de viagem, tendo percorrido 31,3 mn com média 3,8kn de velocidade de e pico de 6,7kn.
      Nesta viagem, percorremos 119 mn somando 36 horas com média geral de 3,8 nós.
     Transcorreu tudo dentro da mais perfeita ordem, não surgindo nenhum contratempo que não tenha sido narrado ou que merecesse destaque

Sub comandante Daniel
Comandante Adão

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Viagem a Jaguarão



Passando por baixo da ponta rodoviária da BR392, de Rio Grande Pelotas
 


Na Lagoa Mirim

                                         
No canal |S.Gonçalo

      Dia 06 de março de 2012.
      Iniciada velejada com destino a Jaguarão, saida às 14:30 hs em companhia do Veleiro Allegro do Cmte. Octaviano junto com o velejador Newton Ribeiro com vento moderado de NNE.
      Devido a diferença de rotas do GPS após a boia 22 nos afastamos. Segui a rota do canal, até às proximidades da boia 27, quando avistei nuvens muito próximas de tormenta a Norte. Me afastei do canal para navegar mais junto à costa W.  O Allegro rumou direto à boia 43, entrada da Barra de Pelotas.
     Quando me aproximei da Barra Falsa, teria que bordejar para me afastar de coroa, quando optei por motorar e orçar, sem bordejar, devido a hora avançada e ter me afastado por demais do veleiro Allegro,  que entrou no Canal São Gonçalo, uma hora antes, aguardado-me para seguirmos de noite até o Saldanha da Gama, onde pernoitamos.
     Devido ao meu atraso  motoramos todo trajeto do S.Gonçalo e só chegamos ao Clube Saldanha da Gama em torno das 22 horas. Foram percorridas 28,4 mn, em 7 horas, com velocidade média de 4kn e pico de 6,9kn.

                                    Veleiros Saldanha da Gama
     Dia 07 de março de 2012.
     Reiniciamos viagem às 07:30 hs. Vento moderado do NE.

Chegando na Eclusa
      Passamos a eclusa às 09:00 hs, indo até a Ilha Grande, onde pernoitamos sem nenhum incidente. Navegamos 28,1 mn durante 9 horas, com velocidade média de 3,2kn e pico de 5,7kn.
                                 Faceiro, com o piloto automático no leme, na Ilha Grande
                                       A Lua se pondo às 05:40 hs.
                                             Santa Isabel
      Dia 08 de março de 2012.
      Recomeçamos a viagem às 08:00 hr, com vento fraco do NE.
      Em Santa Isabel paramos para comprar gelo e peixe.
     Navegamos até a Ilha do Mosquito, onde almoçamos a bordo do Allegro. Às 13:00 hs saimos rumo à Lagoa Mirim, agora com vento firme do SE, orçando com motor, para alcançar o Allegro que havia se afastado muito devido eu ter ido de encontro à barranca, na saida da Ilha do Mosquito.
     Após às 16:00 hs continuei sem motor, agora em través folgado, em direção ao Arroio do Chasqueiro. Adentramos mais ou menos meia milha, onde pernoitamos e jantamos. Nesse dia, percorremos 24,9 mn, durante 8 horas, com velocidade média de 3,4 kn e máxima de 6 kn.
Abrigados no Arroio do Chasqueiro

      Dia 09 de março de 2012.
      Reiniciamos a viagem às 07:10 hs, hoje com vento forte de NE.
     Na saida do arroio o Allegro encalhou. Desci do Macanudo, encalhando ele com a bolina abaixada e fui ajudar o Allegro.      
     Depois que eles sairam voltei ao meu barco e com a demora tive que motorar para alcançar o Allegro que estava muito distante. Pelo que parece, com a demora de aproximação e a rapidez com que o Allegro se distanciava, presume-se que eles motoravam quase todo tempo.
     A navegação nesse dia foi muito extenuante porque eu estava com a mestra toda levantada e se parasse para rizá-la o Allegro se afastaria novamente em demasia.
     O vento de popa a aleta, na ordem dos 18 a 20kn faziam com que o Macanudo ficasse muito instável, principalmente porque ao chegar em Jaguarão notei que o leme estava avariado em vários pontos, tornando-se um pouco flexível.
     Do Chasqueiro até à Barra do Rio Jaguarão, as condições de navegação foram bastante severas, com ventos na ordem dos 20 kn e ondas próximas aos 2 metros.
     O leme se fendeu no sentido lomgitudinal, flexionando bastante; o parafuso da cana do leme se soltou e o recoloquei com a mão; a madre do leme se abriu em três pontos de solda; o suporte inferior da madre, no casco, afrouxou-se e fadigou a fibra internamente. Tudo isso, dificultou o manejo do barco, tendo nas rajadas, que folgar e caçar a mestra, para compensar a flexibilização do leme. Assim, chegamos à Foz do Rio Jaguarão, onde pernoitamos.
     Neste dia percorremos 47,9 mn em 9 horas e 38 minutos, com velocidade média de 4,9 kn e máxima de 9,4 kn.

Foz do Rio Jaguarão
       Dia 10 de março de 2012.
      Recomeçamos a navegar no Rio Jaguarão, às 08:40 hs, com vento de NE moderado a fraco, tendo motorado em vários pontos do Rio devido a calmarias. Nesse trecho foi usado o piloto automático por bastante tempo, compensando o esforço demasiado do dia anterior. De fato, foi quando pude avaliar a grande utilidade do piloto automático, liberando-me para apreciar a paisagem inusitada.
Com piloto automático, apreciando a paisagem, com Jaguarão àvante

      Sem incidentes, chegamos ao ICJ às 14:40 hs.
     Percorremos 14,9 mn em 5 hs, tendo velocidade média de 3,2kn e máxima de 5,9kn.

Pôr-do-Sol, no Iate Clube de Jaguarão






     A outra etapa da viagem a Jaguarão, foi a de retorno, pois deixamos os veleiros em Jaguarão.
      Nesse retorno, acompanhou-me a bordo, o João Simões, Cmte. do veleiro Aragano, um Delta 21.
      Dia 14 de março, às 15 horas, começamos o retorno a Rio Grande.
     Devido a molhes existentes na saida do ICJ saimos motorando até uns 100 metros, quando içamos mestra e genoa, com ventos do SW, rendendo 4 nós, aproximadamente, seguidos pelo Allegro que motorava a uns 3 nós. Uma hora depois, encalhamos numa curva do Rio Jaguarão, quando o Allegro passou ao largo. Quando conseguimos desencalhar, já não se avistava mais o Allegro. O estranho é que esperávamos auxílio idêntico ao que prestamos, quando o Allegro encalhou na saida do Arroio Chasqueiro.
                          
Macanudo encalhado no Rio Jaguarão (foto tirada do Veleiro Allegro, quando passava ao largo)
     Às 18:40 hs entramos em uma enseada do Rio Jaguarão, chamada Árvore Seca, onde pernoitamos. Percorremos 14 mn em 3 horas, com velocidade média de 4,1 kn e pico de 6,2kn.
 
Macanudo na brumda Foz da da madrugada, na enseada da Árvore Seca, Rio Jaguarão
Marco Oeste da foz do Rio Jaguarão
Dia 15, às 6:50 hs levantamos ferro e nos dirigimos à Barra do Rio Jaguarão. Vento moderado de SW. Levantamos só a grande, em aguardo ao Allegro que vinha mais atrás.
Farol da Ponta Alregre, Lagoa Mirim
     Já na Lagoa Mirim, notamos que o leme estava frouxo no suporte inferior da madre, no casco. Enquanto eu tomava conta do leme o João desceu e reapertou as porcas de fixação, vindo a melhorar sem no entanto resolver de vez com a flexibilidade do leme. Devido ao possível agravamento da situação, resolvemos navegar mais junto à costa N, tanto quanto possível. Nisso, o veleiro Allegro se distanciou.
     Quando chegamos próximo ao Sangradouro rumamos para a foz, seguindo a rota do GPS. Para chegarmos ainda de dia, motoramos durante uma hora, aproximadamente.
     Atracamos na barranca do Canal S.Gonçalo às 20:10 hs, abandonando a ideia de atracar dentro do Arroio do Mosquito devido à quantidade excessiva do dito inseto.
     Percorremos 56 mn, durante 13 horas, tendo alcançado média de 4,5 kn e pico de 8kn.
      Dia 16 de março de 2012.
     Desatracamos da barranca às 07:00hs.
     Muita calmaria, motoramos por várias vezes, sempre que possível, aproveitando o pouco vento que surgisse. Assim foi até às 13:50, mais ou menos, quando ao reabastecer o motor, houve transbordamento de combustível, vindo o motor a incendiar-se. Tentei apagar com água mas piorava a situação. Notei que quando jogava água, esta entrava no tanque aberto e punha gasolina para fora, aumento mais ainda o incêndio. Baixei na cabine e peguei uma toalha de banho ainda úmida, usada na noite anterior e a joguei em cima do motor, abraçando-o por baixo. Imediatamente o fogo se estinguiu. Surgiu daí, outro problema. Jogando água, houve a troca de gasolina por água no fundo do tanque. Ao se acionar o motor, este aspirou água para dentro da cuba do carburador. Tentamos tirar o motor do suporte e por ironia, uma das borboletas estava emperrada, vindo a quebrar. Mesmo assim, desmontamos o carburador; o João arrumando ele e eu aproveitando uma brisa de través de 3 a 4 nós.
     Assim, cheganos à Eclusa, em torna das 15 horas, onde o Allegro esperava pois tinha perdido de passar às 14:00hs. Ainda bem, porque o Cmte. Octaviano tinha um alicate tipo papagaio que ajudou a tirar o motor do suporte e no convés, remontar o carburador.
     Às 17:00, entramos na eclusa com todos os problemas resolvidos.
      Saindo da eclusa, o veleiro Allegro motorando se foi adiante, enquanto nós bordejávamos, com vento vindo do NE.
      Às 17:55hs o Octaviano liga para meu celular dizendo que a ponte ferroviária seria baixada às 18:00hs e que o operador da ponte estava chamando pelo Macanudo(o rádio estava com o cabo de antena solto no conector). Faltava em torno de uma milha para chegarmos. De imediato ligamos o motor e demos toda máquina avante . O gentil operador esperou uns 15 minutos por nós.
     Chegamos no Veleiros Saldanha da Gama às 19:15 hs, bordejando desde à ponte ferroviária.
     Percorremos 36,3 mn, durante 10 horas, com média de 3,5kn e pico de 5,5kn.
Palafitas No  Canal São Gonçalo, próximo à Barra

     Dia 17, zarpamos do VSG às 08:00hs, com calmaria. Motoramos até passando à Barra do S.Gonçalo umas 2 mn.   
     Com ventos do SW, tivemos bom rendimento, chegando em Rio Grande sem nenhum incidente.
     Ressalto que a companhia do amigo João Simões tornou a viagem muito mais agradável, considerando também  a sua prestimosa atuação, diante dos problemas narrados anteriormente.
     Navegamos durante 5 horas, percorrendo 24,9 mn com média de 4,9kn e pico de 8,9kn.