Macanudo e a Chácara: Acaso?
Contava a amigos um caso interessantíssimo ocorrido comigo e nosso veleiro Macanudo, quando me ocorreu que a narrativa se encaixaria perfeitamente no blog do Macanudo. Provavelmente o relato mais surpreendente e cativante de nosso blog. Cada leitor terá uma opinião diferente para o fato. Eu particularmente aprendi que não existe "por acaso" e sim, "por causa".
Voltávamos de uma velejada de 4 dias, de retorno da Ilha do Contrabandista, localizada na Foz do Rio Piratini, no Canal São Gonçalo, RS, em flotilha composta pelos veleiros Aragano, Gaudério, Macanudo, Patinho e Spoker, dos comandantes João Abraão, José Ribeiro, Adão, Daniel e Ventura, respectivamente.
Da esquerda para direita:Aragano, Gaudério, Spoker, Macanudo e Patinho
Dia 12 de janeiro de 2012, após pernoite no Iate Clube de Pelotas, saímos a motor no Arroio Pelotas e assim fomos até próximo à Barra, devido à calmaria reinante naquela manhã. Não recordo em que momento içamos velas, mas lembro que o vento era do Este ou do Este-sudeste . Os veleiros Aragano e Gaudério tomaram a dianteira, distanciando-se umas 2 milhas. Era próximo ao meio-dia quando o vento bruscamente mudou para o Sudoeste e aumentando de intensidade, a qual atribuímos uns 70 a 80 km/h. Baixamos as velas e rumamos para a costa afim de minimizar a intensidade do vento pois estávamos entre a Ponta do Arraial e a Ilha dos Marinheiros.
No início do vendaval, o veleiro Spoker tinha se distanciado uns 600 metros do Macanudo e do Patinho. Por isso as minhas manobras e as do Daniel foram semelhantes e nos mantivemos próximos um do outro. Após uns 50 minutos com as águas abrigadas pela costa, agora na localidade da Marambaia (parte da Ilha dos Marinheiros a Leste) encontramos o veleiro Spoker do Renato. Mais adiante, a Leste de onde estavam havia um trapiche. Convidamos o Renato para irmos pra lá e prepararmos um almoço. Assim fizemos. Atracamos no trapiche e demos início ao almoço. Nisso, chega pelo trapiche um pescador.
O Daniel que tem casa na Marambaia conhecia ele.
Então disse: - Adir: Podias nos substituir duas latinhas de cerveja que temos a bordo por duas geladas?
O homem nem respondeu. Deu meia volta e daí a pouco surgiu com duas latinhas de cerveja geladas.
Fizemos a troca, ele sentou no trapiche e enquanto comíamos, conversávamos
Após o almoço, saímos motorando contornando a costa, em direção a Rio Grande. E assim termina esta parte do relato.
Voltávamos de uma velejada de 4 dias, de retorno da Ilha do Contrabandista, localizada na Foz do Rio Piratini, no Canal São Gonçalo, RS, em flotilha composta pelos veleiros Aragano, Gaudério, Macanudo, Patinho e Spoker, dos comandantes João Abraão, José Ribeiro, Adão, Daniel e Ventura, respectivamente.
Ilha do Contrabandista
Dia 12 de janeiro de 2012, após pernoite no Iate Clube de Pelotas, saímos a motor no Arroio Pelotas e assim fomos até próximo à Barra, devido à calmaria reinante naquela manhã. Não recordo em que momento içamos velas, mas lembro que o vento era do Este ou do Este-sudeste . Os veleiros Aragano e Gaudério tomaram a dianteira, distanciando-se umas 2 milhas. Era próximo ao meio-dia quando o vento bruscamente mudou para o Sudoeste e aumentando de intensidade, a qual atribuímos uns 70 a 80 km/h. Baixamos as velas e rumamos para a costa afim de minimizar a intensidade do vento pois estávamos entre a Ponta do Arraial e a Ilha dos Marinheiros.
No início do vendaval, o veleiro Spoker tinha se distanciado uns 600 metros do Macanudo e do Patinho. Por isso as minhas manobras e as do Daniel foram semelhantes e nos mantivemos próximos um do outro. Após uns 50 minutos com as águas abrigadas pela costa, agora na localidade da Marambaia (parte da Ilha dos Marinheiros a Leste) encontramos o veleiro Spoker do Renato. Mais adiante, a Leste de onde estavam havia um trapiche. Convidamos o Renato para irmos pra lá e prepararmos um almoço. Assim fizemos. Atracamos no trapiche e demos início ao almoço. Nisso, chega pelo trapiche um pescador.
Trapiche da Marambaia, onde atracamos
O trapiche, Macanudo e Spoker ao fundo
O Daniel que tem casa na Marambaia conhecia ele.
Então disse: - Adir: Podias nos substituir duas latinhas de cerveja que temos a bordo por duas geladas?
O homem nem respondeu. Deu meia volta e daí a pouco surgiu com duas latinhas de cerveja geladas.
Fizemos a troca, ele sentou no trapiche e enquanto comíamos, conversávamos
Adir, homem das latinhas
Após o almoço, saímos motorando contornando a costa, em direção a Rio Grande. E assim termina esta parte do relato.
Em julho desse mesmo ano em passeio à Ilha da Marambaia, visitei meu amigo Daniel, agora Comandante do veleiro Quindão ( Um Pinguim 12 de pés). Depois de me mostrar duas casas à venda, uma a uns 300 metros da Lagoa dos Patos e a outra à margem, fiquei muito entusiasmado. Não tive muito interesse na casa mais distante, pois meu interesse era de chegar pela Lagoa dos Patos e a casa o mais perto possível.
A casa mais próxima, na verdade, não estava à venda.
Saí em pesquisa e assim descobri pela internet uma chácara à venda na Marambaia. O anúncio mostrava a localização em uma foto do Google Map. Transpus as coordenadas para meu GPS e fui ver o terreno. Quando cheguei no ponto, parei e vi um senhor que estava chegando em sua propriedade, ao lado. Chamei-o.
-Por favor, amigo. Sabe me dizer onde é o terreno à venda?
-O amigo parou dentro dele.
O terreno era ao lado do dele. Fiquei constrangido de pedir-lhe que me mostrasse.
Para que ele fosse ficando à vontade, fui me apresentando, dizendo que era amigo do Daniel, que éramos companheiros de velejadas e assim por diante.
Ele comentou:
-Um dia, o Daniel esteve abrigado no trapiche daqui, quando eu lhe troquei duas latinhas de cerveja geladas. Ele estava com um amigo. Era você?
Pronto! Estava quebrado o gelo inicial. O constrangimento em pedir que me mostrasse o terreno desapareceu e ele solicitamente me mostrou me colocando a par de situações locais, etc. e tal.
Comprei o terreno (ver postagem A chácara e o Veleiro Macanudo)
-Por favor, amigo. Sabe me dizer onde é o terreno à venda?
-O amigo parou dentro dele.
O terreno era ao lado do dele. Fiquei constrangido de pedir-lhe que me mostrasse.
Para que ele fosse ficando à vontade, fui me apresentando, dizendo que era amigo do Daniel, que éramos companheiros de velejadas e assim por diante.
Ele comentou:
-Um dia, o Daniel esteve abrigado no trapiche daqui, quando eu lhe troquei duas latinhas de cerveja geladas. Ele estava com um amigo. Era você?
Pronto! Estava quebrado o gelo inicial. O constrangimento em pedir que me mostrasse o terreno desapareceu e ele solicitamente me mostrou me colocando a par de situações locais, etc. e tal.
Comprei o terreno (ver postagem A chácara e o Veleiro Macanudo)
Veleiro Macanudo, atualmente atracado no mesmo trapiche
Hoje, esse trapiche, a costa, nesse exato ponto onde nos abrigamos em janeiro desse mesmo ano, é a porta de chegada da Lagoa dos Patos para a minha chácara.
Porta da Chácara para a Lagoa dos Patos
Entrada para a chácara
O homem das latinhas de cerveja é meu vizinho lindeiro e temos uma boa amizade.
Como disse acima, cada leitor dará uma interpretação pessoal ao que aparenta ser coincidência. Repito que acredito não no "por acaso" e sim no " por causa". Creio que seja o resultado pelo convívio frequente de atividades, pessoas, lugares gerando uma simpatia e aproximação entre si.






