Viagem a Jaguarão

Passando por baixo da ponta rodoviária da BR392, de Rio Grande Pelotas

Na Lagoa Mirim
No canal |S.Gonçalo
Dia 06 de março de 2012.
Iniciada
velejada com destino a Jaguarão, saida às 14:30 hs em
companhia do Veleiro Allegro do Cmte. Octaviano junto com o velejador
Newton Ribeiro com vento moderado de NNE.
Devido a diferença de rotas do GPS após
a boia 22 nos afastamos. Segui a rota do canal, até às proximidades da boia 27, quando avistei nuvens muito próximas de tormenta a Norte. Me afastei do canal para navegar mais junto à costa W. O
Allegro rumou direto à boia 43, entrada da Barra de Pelotas.
Quando me aproximei da Barra Falsa, teria que bordejar para me afastar de coroa, quando optei por motorar e orçar, sem bordejar, devido a hora avançada e ter me afastado por demais do veleiro Allegro, que entrou no Canal São Gonçalo, uma hora antes, aguardado-me para seguirmos de noite até o Saldanha da Gama, onde pernoitamos.
Devido ao meu atraso motoramos todo trajeto do S.Gonçalo e só chegamos ao Clube Saldanha da Gama em torno das 22 horas. Foram percorridas 28,4 mn, em 7 horas, com velocidade média de 4kn e pico de 6,9kn.
Quando me aproximei da Barra Falsa, teria que bordejar para me afastar de coroa, quando optei por motorar e orçar, sem bordejar, devido a hora avançada e ter me afastado por demais do veleiro Allegro, que entrou no Canal São Gonçalo, uma hora antes, aguardado-me para seguirmos de noite até o Saldanha da Gama, onde pernoitamos.
Devido ao meu atraso motoramos todo trajeto do S.Gonçalo e só chegamos ao Clube Saldanha da Gama em torno das 22 horas. Foram percorridas 28,4 mn, em 7 horas, com velocidade média de 4kn e pico de 6,9kn.
Reiniciamos viagem às 07:30 hs. Vento moderado do NE.
Chegando na Eclusa
Passamos
a eclusa às 09:00 hs, indo até a Ilha Grande, onde
pernoitamos sem nenhum incidente. Navegamos 28,1 mn durante 9 horas,
com velocidade média de 3,2kn e pico de 5,7kn.A Lua se pondo às 05:40 hs.
Dia 08 de março de 2012.
Recomeçamos
a viagem às 08:00 hr, com vento fraco do NE.
Em Santa Isabel paramos para comprar gelo e peixe.
Navegamos até
a Ilha do Mosquito, onde almoçamos a bordo do Allegro. Às
13:00 hs saimos rumo à Lagoa Mirim, agora com vento firme do
SE, orçando com motor, para alcançar o Allegro que
havia se afastado muito devido eu ter ido de encontro à
barranca, na saida da Ilha do Mosquito.
Após às 16:00
hs continuei sem motor, agora em través folgado, em direção
ao Arroio do Chasqueiro. Adentramos mais ou menos meia milha, onde
pernoitamos e jantamos. Nesse dia, percorremos 24,9 mn, durante 8
horas, com velocidade média de 3,4 kn e máxima de 6 kn.
Abrigados no Arroio do Chasqueiro
Dia
09 de março de 2012.
Reiniciamos
a viagem às 07:10 hs, hoje com vento forte de NE.
Na saida do
arroio o Allegro encalhou. Desci do Macanudo, encalhando ele com a
bolina abaixada e fui ajudar o Allegro.
Depois que eles sairam voltei
ao meu barco e com a demora tive que motorar para alcançar o
Allegro que estava muito distante. Pelo que parece, com a demora de
aproximação e a rapidez com que o Allegro se
distanciava, presume-se que eles motoravam quase todo tempo. A navegação nesse dia foi muito extenuante porque eu estava com a mestra toda levantada e se parasse para rizá-la o Allegro se afastaria novamente em demasia.
O vento de popa a aleta,
na ordem dos 18 a 20kn faziam com que o Macanudo ficasse muito
instável, principalmente porque ao chegar em Jaguarão
notei que o leme estava avariado em vários pontos, tornando-se
um pouco flexível.
Do Chasqueiro até à Barra do Rio Jaguarão, as condições de navegação foram bastante severas, com ventos na ordem dos 20 kn e ondas próximas aos 2 metros.
O leme se fendeu no sentido lomgitudinal, flexionando bastante; o parafuso da cana do leme se soltou e o recoloquei com a mão; a madre do leme se abriu em três pontos de solda; o suporte inferior da madre, no casco, afrouxou-se e fadigou a fibra internamente. Tudo isso, dificultou o manejo do barco, tendo nas rajadas, que folgar e caçar a mestra, para compensar a flexibilização do leme. Assim, chegamos à Foz do Rio Jaguarão, onde pernoitamos.
Do Chasqueiro até à Barra do Rio Jaguarão, as condições de navegação foram bastante severas, com ventos na ordem dos 20 kn e ondas próximas aos 2 metros.
O leme se fendeu no sentido lomgitudinal, flexionando bastante; o parafuso da cana do leme se soltou e o recoloquei com a mão; a madre do leme se abriu em três pontos de solda; o suporte inferior da madre, no casco, afrouxou-se e fadigou a fibra internamente. Tudo isso, dificultou o manejo do barco, tendo nas rajadas, que folgar e caçar a mestra, para compensar a flexibilização do leme. Assim, chegamos à Foz do Rio Jaguarão, onde pernoitamos.
Neste dia percorremos 47,9 mn em 9
horas e 38 minutos, com velocidade média de 4,9 kn e máxima
de 9,4 kn.
Foz do Rio Jaguarão
Dia
10 de março de 2012.
Recomeçamos
a navegar no Rio Jaguarão, às 08:40 hs, com vento de NE
moderado a fraco, tendo motorado em vários pontos do Rio
devido a calmarias. Nesse trecho foi usado o piloto automático
por bastante tempo, compensando o esforço demasiado do dia
anterior. De fato, foi quando pude avaliar a grande utilidade do
piloto automático, liberando-me para apreciar a paisagem
inusitada.
Com piloto automático, apreciando a paisagem, com Jaguarão àvante
Sem
incidentes, chegamos ao ICJ às 14:40 hs.
Percorremos
14,9 mn em 5 hs, tendo velocidade média de 3,2kn e máxima
de 5,9kn.
Pôr-do-Sol, no Iate Clube de Jaguarão
Dia 14 de março, às 15 horas, começamos o retorno a Rio Grande.
Devido a molhes existentes na saida do ICJ saimos motorando até uns 100 metros, quando içamos mestra e genoa, com ventos do SW, rendendo 4 nós, aproximadamente, seguidos pelo Allegro que motorava a uns 3 nós. Uma hora depois, encalhamos numa curva do Rio Jaguarão, quando o Allegro passou ao largo. Quando conseguimos desencalhar, já não se avistava mais o Allegro. O estranho é que esperávamos auxílio idêntico ao que prestamos, quando o Allegro encalhou na saida do Arroio Chasqueiro.
Macanudo encalhado no Rio Jaguarão (foto tirada do Veleiro Allegro, quando passava ao largo)
Às
18:40 hs entramos em uma enseada do Rio Jaguarão, chamada
Árvore Seca, onde pernoitamos. Percorremos 14 mn em 3 horas,
com velocidade média de 4,1 kn e pico de 6,2kn.
Macanudo na brumda Foz da da madrugada, na enseada da Árvore Seca, Rio Jaguarão
Marco Oeste da foz do Rio Jaguarão
Dia 15, às
6:50 hs levantamos ferro e nos dirigimos à Barra do Rio
Jaguarão. Vento moderado de SW. Levantamos só a grande,
em aguardo ao Allegro que vinha mais atrás.
Farol da Ponta Alregre, Lagoa Mirim
Já na Lagoa Mirim, notamos
que o leme estava frouxo no suporte inferior da madre, no casco.
Enquanto eu tomava conta do leme o João desceu e reapertou as
porcas de fixação, vindo a melhorar sem no entanto
resolver de vez com a flexibilidade do leme. Devido ao possível
agravamento da situação, resolvemos navegar mais junto
à costa N, tanto quanto possível. Nisso, o veleiro
Allegro se distanciou. Quando chegamos próximo ao Sangradouro rumamos para a foz, seguindo a rota do GPS. Para chegarmos ainda de dia, motoramos durante uma hora, aproximadamente.
Atracamos na barranca do Canal S.Gonçalo às 20:10 hs, abandonando a ideia de atracar dentro do Arroio do Mosquito devido à quantidade excessiva do dito inseto.
Percorremos 56 mn, durante 13 horas, tendo alcançado média de 4,5 kn e pico de 8kn.
Dia 16 de março de 2012.
Desatracamos da barranca às 07:00hs.
Muita calmaria, motoramos por várias vezes, sempre que possível, aproveitando o pouco vento que surgisse. Assim foi até às 13:50, mais ou menos, quando ao reabastecer o motor, houve transbordamento de combustível, vindo o motor a incendiar-se. Tentei apagar com água mas piorava a situação. Notei que quando jogava água, esta entrava no tanque aberto e punha gasolina para fora, aumento mais ainda o incêndio. Baixei na cabine e peguei uma toalha de banho ainda úmida, usada na noite anterior e a joguei em cima do motor, abraçando-o por baixo. Imediatamente o fogo se estinguiu. Surgiu daí, outro problema. Jogando água, houve a troca de gasolina por água no fundo do tanque. Ao se acionar o motor, este aspirou água para dentro da cuba do carburador. Tentamos tirar o motor do suporte e por ironia, uma das borboletas estava emperrada, vindo a quebrar. Mesmo assim, desmontamos o carburador; o João arrumando ele e eu aproveitando uma brisa de través de 3 a 4 nós.
Assim, cheganos à Eclusa, em torna das 15 horas, onde o Allegro esperava pois tinha perdido de passar às 14:00hs. Ainda bem, porque o Cmte. Octaviano tinha um alicate tipo papagaio que ajudou a tirar o motor do suporte e no convés, remontar o carburador.
Às 17:00, entramos na eclusa com todos os problemas resolvidos.
Saindo da eclusa, o veleiro Allegro motorando se foi adiante, enquanto nós bordejávamos, com vento vindo do NE.
Às 17:55hs o Octaviano liga para meu celular dizendo que a ponte ferroviária seria baixada às 18:00hs e que o operador da ponte estava chamando pelo Macanudo(o rádio estava com o cabo de antena solto no conector). Faltava em torno de uma milha para chegarmos. De imediato ligamos o motor e demos toda máquina avante . O gentil operador esperou uns 15 minutos por nós.
Chegamos no Veleiros Saldanha da Gama às 19:15 hs, bordejando desde à ponte ferroviária.
Percorremos 36,3 mn, durante 10 horas, com média de 3,5kn e pico de 5,5kn.
Palafitas No Canal São Gonçalo, próximo à Barra
Dia 17, zarpamos do VSG às 08:00hs, com calmaria. Motoramos até passando à Barra do S.Gonçalo umas 2 mn.
Com ventos do SW, tivemos bom rendimento, chegando em Rio Grande sem nenhum incidente.
Ressalto que a companhia do amigo João Simões tornou a viagem muito mais agradável, considerando também a sua prestimosa atuação, diante dos problemas narrados anteriormente.
Navegamos durante 5 horas, percorrendo 24,9 mn com média de 4,9kn e pico de 8,9kn.









Nesse retorno, acompanhou-me a bordo, o João Simões, Cmte. do veleiro Aragano, um Delta 21.