EU E MARLEY
Pois eu pensava e falava que gostaria de ter um cãozinho para velejar comigo em meus passeios domésticos. Teria, então, com quem conversar. Pesquisava em sites, rondava por onde teria um que fosse "a minha cara". Assim, se passaram vários meses. Com o decorrer do tempo essa fixação aumentava mais e mais. Minha esposa me criticava a tal ponto que eu pesquisava às escondidas dela. Dizia-me que eu estava "procurando sarna pra me coçar", que um cachorro só serviria pra atrapalhar, que já tínhamos três cadelas no canil e por aí, afora...
De fato, há que se pensar que um cãozinho, principalmente ainda bebê, precisa de cuidados especiais, principalmente em alimentação mais frequente e consequentemente mais excreção e a bordo de um barco e pequeno que nem o meu (Micro Racer 19) as dificuldades são ainda maiores. Mas isso e muito mais, não foi considerado em nossa fantasia que se constituia em velejar, nadar, embarcar e até ensinar ele a ajudar a pilotar.
Esse preâmbulo poderia se estender por muitas linhas o que seria cansativo e talvez repetitivo e desnecessário.
Dia 8 de novembro do ano passado, eu e a Adriana (minha esposa) estávamos vendo TV, tomando um chimarrão, quando chegou meu cunhado. Eram umas 22:00 horas. Trazia no colo, um cachorrinho pequeno.
Antes de prosseguir, tenho que relatar que dias antes, meu cunhado havia ganhado uma cachorrinha baia, (não lembro a raça). Quase que a pedi mas consegui me conter.
Quando meu cunhado chegou, achei que ele trazia ao colo, a cachorrinha. Imaginei que ele talvez estivesse vindo me presentear. Mais uma vez me contive mas a expectativa e a curiosidade eram grandes.
O tempo passava e eu não conseguia elucidar porque ele tinha vindo com aquela cachorrinha em minha casa, até porque ele não é de me visitar com frequência.
Depois de uma meia hora ele anuncia que vai embora. Ainda com a cachorrinha no colo. Nisso, a Adriana vai até ele, toma a cachorrinha nos braços, vem a mim e diz:
-Este é o teu presente pelo teu aniversário, amanhã. É um cachorrinho Labrador. Porisso, que eu não queria que adquirisses. Eu queria te dar, de aniversário!
Quem apostou que eu chorei, acertou. Neste momento, enquanto narro, a emoção ainda toma conta de mim.
Poucos minutos após ter ganho o cachorrinho
Por aqui, começa...
Marley, dois dias depois
Por onde eu andava carregava o Marley no colo. Dia 8 de novembro ele tinha 44 dias. Com 49 dias o pesamos e ele tinha 4,5 kg. Doze dias depois, 8,5 kg e mais doze dias, 12,5 kg. Ou seja: a cada 12 dias ele aumentava 4 kg. Hoje ele está com 3 meses e 19 dias. Não o pesamos mais ( pesávamos por ocasião das vacinas) mas estimo que esteja próximo aos 20 kg.
Mais ou menos um mês depois, comecei a levá-lo comigo em minhas velejadas domésticas. Lembro que na primeira viagem, velejei até à costa de São José do Norte, na localidade do Retiro. Ali, fundeei, indo com Marley no colo, até à margem, para que ele se aliviasse. Na volta, após revolver-se na areia, entrei na água com ele caminhando atrás de mim. Quando chegou n'água, parou, colocou uma patinha e retirou. Colocou outra patinha e retirou. Em seguida, colocou novamente uma e depois a outra patinha e foi entrando n'água. Percebia-se que estava gostando muito. Aos poucos, foi ficando mais fundo e ele começou a nadar. Deixei que nadasse alguns segundos e o coloquei no colo até o Macanudo. Esse foi o batismo do Marley, o Marinheiro.
Outro dia, estava arrumando o barco, após uma velejada. O barco estava atracado de proa para o trapiche e bastante perto, uns 25 cm, devido a aragem presente o ter assim aproximado. Não vi quando Marley saiu do barco. Só vi quando ele choramingou na proa. Ele estava com as patas traseiras no trapiche e as dianteias na proa do barco. Antes que ele pudesse lançar-se, com seu movimento, a brisa ausente e apesar de seu pouco peso, o barco começou a afastar-se de trapiche. Corri, e ele todo espichado. Não deu tempo. Caiu n'água. Com o tombo, desapareceu até ressurgir nadando em direção ao trapiche, quando o agarrei pela coleira.
Noutra feita, após uma bela velejada, antes de atracar, resolvi nos banharmos na Lagoa, próximo à margem, por ser raso e por segurança. Entrei n'água carregando o Marley no colo. O soltei e ele começou a nadar em minha volta. Alguns minutos depois o recoloquei no Macanudo e fiquei banhando-me. Ele manifestou a vontade de voltar. assim que o chamei, lançou-se à água sem nenhum temor.
E assim, temos feito boas velejadas. Ensinei-o a não pegar nenhum cabo no convés, bem como a manter-se na cabine, quando mandado.
Futuramente, postarei mais fotos dele a bordo.
Parece que o motivo desta narrativa é fútil. Entretanto, amigos vêm me cobrando novas publicações no blog. Ademais, a corujice de mim para com o Marley, me leva a divagar, inspirar-me sem entretanto, fugir da verdade.
Outro dia, estava arrumando o barco, após uma velejada. O barco estava atracado de proa para o trapiche e bastante perto, uns 25 cm, devido a aragem presente o ter assim aproximado. Não vi quando Marley saiu do barco. Só vi quando ele choramingou na proa. Ele estava com as patas traseiras no trapiche e as dianteias na proa do barco. Antes que ele pudesse lançar-se, com seu movimento, a brisa ausente e apesar de seu pouco peso, o barco começou a afastar-se de trapiche. Corri, e ele todo espichado. Não deu tempo. Caiu n'água. Com o tombo, desapareceu até ressurgir nadando em direção ao trapiche, quando o agarrei pela coleira.
Noutra feita, após uma bela velejada, antes de atracar, resolvi nos banharmos na Lagoa, próximo à margem, por ser raso e por segurança. Entrei n'água carregando o Marley no colo. O soltei e ele começou a nadar em minha volta. Alguns minutos depois o recoloquei no Macanudo e fiquei banhando-me. Ele manifestou a vontade de voltar. assim que o chamei, lançou-se à água sem nenhum temor.
E assim, temos feito boas velejadas. Ensinei-o a não pegar nenhum cabo no convés, bem como a manter-se na cabine, quando mandado.
Futuramente, postarei mais fotos dele a bordo.
Parece que o motivo desta narrativa é fútil. Entretanto, amigos vêm me cobrando novas publicações no blog. Ademais, a corujice de mim para com o Marley, me leva a divagar, inspirar-me sem entretanto, fugir da verdade.
Minha filha quer atualizações do Marley.
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